terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Avaliação do Curso


Ao fazer uma avaliaçao do curso, reportei-me ao 1º dia do encontro na salinha do CEP. Quanta gente: gente nova, gente diferente, gente igual, gente que quer fazer a diferença...

E a gente se pergunta: o que é que vamos fazer? São muitas e tantas expectativas ao curso.

Gostaria de deixar registrato aqui esses bons momentos:

* Os colegas - conhecer gente nova e o reencontro com outros.
* Os tutores - o preparo, o dinamismo e o comprometimento com quem encarou este desafio.

* O material - excelente material de estudo e aprofundamento.

* A dinâmica dos encontros - fruto da responsabilidade de tutores que encararam as críticas e buscaram melhorias a cada encontro.

* A participação da turma que nos proporcionou a troca de experiência e nos fez crescer a cada semana.

* O encontro com as escritoras Lucilia e Margarida - troca de grandes conhecimentos.

Não quero expor aqui as falhas destes encontros, já as expus nas avaliações durante nossas reuniões e elas são pequenas demais diante da grandeza dos belos momentos vividos até aqui.



Um abraço enorme a todos.

Com carinho,

Sandra

LETRAMENTO DIGITAL



Computador, TV de LCD, digital, celular, internet, cartão magnético, IPOD, MP3, 4...8, câmera digital, notebook, skipe, MSN...
Como viver sem eles?

Nossos alunos nasceram num meio totalmente informatizado, muito dinâmico. O pensamento é muito mais rápido, o número de informações é imenso, infinito.

É crucial para o educador, nascido no século passado, se adequar a essa NOVA realidade com rapidez.
A necessidade de uma escrita rápida obriga a criação de uma nova "linguagem", os internetês.

VARIAÇÃO LINGÜÍSTICA


"Todas as línguas vivas do mundo apresentam variação"

Segundo o dicionário, variar significa alterar, diversificar, mudar.

Os "erros" dentro da língua portuguesa são na verdade variações do português falado e essa variação demonstra uma diferença/ variação social.
A variação lingüística "demarca territórios", marca grupos dentro da sociedade.
Cada grupo estabelece suas próprias regras, naturalmente; seja ela por idade, sexo, origem geográfica, etc, etc.
Essa miscegenação do povo brasileiro criou "línguas" dentro do mesmo Brasil: aipim, mandioca, macaxeira todos designam um mesmo objeto: "tubérculo comestível depois de cozido e utilizado na fabricação de polvilho e farinha." (Fonte: Dicionário da Língua Portuguesa. Ed. Nova Cultura - Larousse). Independente do nome (aipim, macaxeira, mandioca) é um DE-LI-CI-O-SO alimento.
ONDE TEM AVALIAÇÃO TAMBÉM TEM AVALIAÇÃO

A valiação dessa diversida lingüística é tão somente social, classifica classes, tipifica pessoas.
Não deve ser adotado em sala de aula.
Aliás, o bom educador saberá bem distingui-la e bem empregá-la fazendo dessa diversidade uma aula rica de conhecimentos.

Inté, Sandra.

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Des+mundo - O Filme

O filme arrebata a atenção do espectador em cada cena, resultando em um Brasil Colônia retratado de maneira nunca antes vista, um impressionante retrato da época. O texto enriquece as aulas de língua portuguesa, história, geografia, cultura, filosofia, etc, etc.
O português arcaico falado no filme nos dá uma certa autenticidade com o real da época e nos leva a uma boa discussão sobre o que é certo e o que "errado" em língua portuguesa. Será que vivemos um ciclo? E quem achava que "arriba/derriba" estava errado, era linguagem de peão, de caipira saiba que é o português mais puro (se é que podemos dizer assim?).
A figura da mulher no filme explica muuuuuuuuuuuuiiiita coisa sobre o que foi o Movimento Feminista, o que foi/é a Lei Maria da Penha.
A mulher era objeto do marido. Não tinha voz. Não tinha opinião. Não tinha opção. A cena de estupro do casal é revoltante.
Os hábitos de higiene mostrado nos filme são um tanto desagradáveis, mas que podem ser bem explorados em sala de aula.
A vegetação, a escravidão dos índios, a catequisação dos habitantes, a presença de outros brancos (franceses) tudo isso merece atenção e debate com os alunos.
Embora seja muito dramático e para muitos a história não condiz com a época, recomendo o estudo do filme em nossas escolas.

Desmundo - O Filme


Sinopse

Brasil, por volta de 1570. Chegam ao país algumas órfãs, enviadas pela rainha de Portugal, com o objetivo de desposarem os primeiros colonizadores. Uma delas, Oribela (Simone Spoladore), é uma jovem sensível e religiosa que, após ofender de forma bem grosseira Afonso Soares D'Aragão (Cacá Rosset) se vê obrigada em casar com Francisco de Albuquerque (Osmar Prado), que a leva para seu engenho de açúcar. Oribela pede a Francisco que leh dê algum tempo, para ela se acostumar com ele e cumprir com suas "obrigações", mas paciência é algo que seu marido não tem e ele praticamente a violenta. Sentindo-se infeliz, ela tenta fugir, pois quer pegar um navio e voltar a Portugal, mas acaba sendo recapturada por Francisco. Como castigo, Oribela fica acorrentada em um pequeno galpão. Deprimida por estar sozinha e ferida, pois seus pés ficaram muito machucados, ela passa os dias chorando e só tem contato com uma índia, que lhe leva comida e a ajuda na recuperação, envolvendo seus pés com plantas medicinais. Quando ela sai do seu cativeiro continua determinada em fugir, até que numa noite ela se disfarça de homem e segue para a vila, pedindo ajuda a Ximeno Dias (Caco Ciocler), um português que também morava na região.
FONTE: http://www.interfilmes.com/filme_13080_Desmundo-(Desmundo).html

Lucília Garcez


Lucilia Garcez é uma mineira criada em Brasília, cidade que abriu os horizontes para o seu trabalho em prol da literatura e da língua portuguesa. Foi professora de letras na UnB e é mestre em Literatura e doutora em Lingüística Aplicada ao Ensino de Línguas pela Pontífica Católica de São Paulo; Estagiou na Universidade de Lisboa como bolsista do Instituto Camões. Como escritora tem importantes obras publicadas para o público infantil e infanto-juvenil, muitas delas desenvolvidas em parceria com o artista gráfico Jô Oliveira. Dedica-se ao ensino de produção de textos e a consultoria na área de educação e leitura.*
A autora Lucilia Garcez falou um pouco de sua vida e de sua experiência docente. Ela nos enriqueceu muito com tamanha sabedoria. Para ela: "A leitura oferece a internalização de estrutura da língua. Na leitura de um livro você tem o contato com a regência de milhares de livros." Mas deixa claro: "Só ler sem nunca escrever, não adianta. É necessário a prática da escrita para se exercitar."
Tenho que deixar registrada aqui uma informação muito importante: numa conversa da autora Lucilia com sua neta, esta lhe informou que a moda agora entre os jovens no MSN é escrever certo todas as palavras. "Escrever errado é coisa de peão". É uma recusa do próprio jovem a uma "linguagem" que ele mesmo criou.
Não é o máximo? Vai entender esses jovens...

Fonte: Folheto de divulgação dos escritores de Brasília.

Margarida Patriota


Viveu os primeiros anos na rua Fonte da Saudade, junto à lagoa Rodrigo de Freitas. Estudou no Colégio Nossa Senhora de Sion, situado no bairro das Laranjeiras. Filha de diplomata, morou na Suíça, nos Estados Unidos e na América Central, dos oito aos quinze anos, passando ao todo por onze colégios diferentes até concluir o curso clássico no próprio Sion.*

Prestou vestibular para o curso de Jornalismo da Faculdade Federal de Filosofia, em 1966. Porém, nova mudança da família para o exterior levou-a a formar-se pelo Barnard College, da Universidade de Colúmbia, em Nova York.

Margarida é autora de ensaios, novelas, contos e livros para a juventude.
No encontro do dia 25/09, Margarida nos contou um pouco de sua trajetória. Sobre o manejo da palavra ela disse que "Quem lê muito, escreve bem. Tem facilidade para se expressar. Pode interpretar a VIDA de maneira mais rica." Acrescentou a importância de se respeitar as diferentes "falas" do Brasil, do que o aluno traz para sala de aula.
Ela também leu um pouco do seu livro: Nas tramas da emoção. Editora FTD. E propôs aos professores que fizessem um concurso de poema em suas salas,Com julgamento dos próprios alunos; assim como os personagens de seu livro fizeram.
Foi muito bom.
* Fonte: Editora FTD

O manejo da palavra na leitura e na escrita


"Lutar com palavras
é a luta mais vã.
Entanto lutamos
mal rompe a manhã." (Carlos Drummond de Andrade)

Com estas palavras e com a narração de um belo conto o professor João Bosco, estudioso em lingüística, deu início à Palestra/bate-papo com as escritoras Margarida Patriota e Lucília Garcez.
O encontro foi maravilhoso. As professoras/escritoras puderam contar um pouco de suas vidas, de suas obras, de seus manejos com a palavra.
A atividade iniciou com atraso e contou com a presença de poucos ouvintes.
Mas isso não diminuiu a grandeza do encontro. Elas discorreram sobre assuntos interessantes a nós, professores de língua portuguesa.
Quem não viu, perdeu.
Abraços.

Humor III

O estudo que fizemos das Piadas e textos humorísticos nos mostrou que para entendê-los é necessário domínio lingüístico, que de alguma forma é complexo. As piadas associam diferentes mecanismos lingüísticos: ativamento de conhecimento prévio, nível fonológico, lexical, morfológico, sintático e semântico. Ao analisar o texto humorístico cabe explicar "como" e não o "porquê" do humor. Quais os recursos utilizados pelos humorista para causar o riso.
"Se o leitor/ouvinte não 'sacar' uma piada, isso se deve a uma certa quantidade de conhecimento não partilhado entre o falante e o ouvinte. (...) O texto não traz em si o sentido; ele é, sobretudo, a condição básica para que o leitor/ouvinte construa significado." (Eliana Borges, Sônia Freitas)

terça-feira, 30 de setembro de 2008

A REVANCHE da lingua portuguesa - Humor II

Um político que estava em plena campanha chegou a uma cidadezinha, subiu em um caixote e começou seu discurso:
- Compatriotas, companheiros, amigos! Nos encontramos aqui convocados, reunidos ou ajuntados para debater, tratar ou discutir um tópico, tema ou assunto, o qual é transcendente, importante ou de vida ou morte. O tópico, tema ou assunto que hoje nos convoca, reúne ou ajunta, é minha postulação, aspiração ou candidatura à Prefeitura deste Município.

De repente, uma pessoa do público pergunta:
- Escute aqui, por que o senhor utiliza sempre três palavras para dizer a mesma coisa?

O candidato responde:
- Pois veja, meu senhor: A primeira palavra é para pessoas com nível cultural muito alto, como poetas, escritores, filósofos, etc. A segunda é para pessoas com um nível cultural médio como o senhor e a maioria dos que estão aqui. E a terceira palavra é para pessoas que têm um nível cultural muito baixo, pelo chão, digamos, como aquele bêbado ali jogado na esquina.

De imediato, o bêbado se levanta cambaleando e responde:
- Senhor postulante, aspirante ou candidato! (hic) O fato, circunstância ou razão de que me encontre (hic) em um estado etílico, bêbado ou mamado (hic) não implica, significa, ou quer dizer que meu nível (hic) cultural seja ínfimo, baixo ou ralé mesmo (hic). E com todo o respeito, estima ou carinho que o Sr. demanda, requer ou merece (hic) pode ir agrupando, reunindo ou ajuntando (hic), seus pertences, coisas ou bagulhos (hic) e encaminhar-se, dirigir-se ou ir direto (hic) à leviana da sua genitora, à mundana de sua mãe biológica ou à p.. que o pariu!!!

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Humor I

Observe as cenas abaixo. Qual a leitura que podemos fazer dos quadros?


Feira do Livro - Parte II


Na visita que fizemos à Feira do Livro de Brasília na 5ª feira dia 04/09, fiquei sabendo do Café Literário e a Tarde de Autógrafos com o escritor infantil Ziraldo - pai do Menino Maluquinho.
Eu não poderia perder aquele momento e nem tampouco meus filhos.
Voltei correndo em casa e fui buscá-los. Às 14:45 já estávamos esperando pelo escritor. Com livros e câmera fotográfica nas mãos, lógico.
Foi mágico... Por alguns instantes voltei a ser criança e acompanhei de perto a entrevista que ele concedeu às crianças que o cercavam. (Crianças de todas as idades)
Uma frase me marcou. Ao ser perguntado sobre em quem ele se inspirou para escrever o livro Menino Maluquinho, ele disse: "Todo adulto feliz foi um dia um menino maluquinho."
Muito Bom!!!

Feira do Livro - Parte I


A Feira do Livro de Brasília homenageou este ano o escritor Thiago de Mello. Fiquei curiosa por saber: Quem é Thiago de Mello?
Pesquisei, é claro. Thiago, na verdade: Amadeu Thiago de Mello, nasceu em 30 de março de 1926 na cidade de Barreirinha no coração do Amazonas. Autor muito conhecido e respeitado por lá, justamente por difundir a obra regional. Ele é conhecido mundialmente por sua luta pelos direitos humanos, pela ecologia e pela paz.

A Feira do Livro fez uma excelente escolha em homenageá-lo. Afinal, lendo as obras e poesias do autor a gente percebe que mais que um escritor ele é a voz das plantas e dos animais.

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Um show de aula



Hoje passeamos pelos blogs dos colegas da turma. Foi interessante ver a diversidade e a "cara" de cada um nos blogs. Cada um tem uma particularidade da pessoa. Numa dessas viagens, vimos um vídeo do colega Leones. Logo em seguida nosso tutor nos mostrou esse vídeo aí. Olha só que interessante! Nos faz refletir sobre nosso dia-a-dia como professor. Apreciem!

terça-feira, 1 de julho de 2008

WEBQUEST

WebQuest (do inglês, demanda da Web) é uma metodologia de pesquisa orientada da Web, em que quase todos os recursos utilizados são provenientes da mesma. Foi proposta pelo Professor Bernie Dodge, da Universidade de São Diego, em 1995, com a participação do seu colaborador, ao tempo, Tom March.
Uma WebQuest tem a seguinte estrutura:
• Introdução
• Tarefa
• Processo
• Recursos
• Avaliação
• Conclusão
Dado tratar-se de um trabalho essencialmente educativo é frequente acrescentar ainda sugestões e orientações para o professor.
Conheça algumas webquests:
http://webquest.sp.senac.br/
http://livre.escolabr.com/ferramentas//wq/
http://www.webquest.futuro.usp.br/

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Emoticons

O que é um emoticon?
Forma de comunicação paralingüística, um emoticon, palavra derivada de emotion (emoção) + icon (ícone) (em alguns casos chamado smiley) é uma seqüência de caracteres tipográficos, tais como: :), ou ^-^ e :-); ou, também, uma imagem (usualmente, pequena), que traduzem ou querem transmitir o estado psicológico, emotivo, de quem os emprega, por meio de ícones ilustrativos de uma expressão facial.
Os emoticons mais usados hoje em dia são:
:) =) =] sorrindo
¬¬ entediado (aff...)
;) ;] piscadela (piscada)
:D =D sorriso grande ou risada
:] =] sorriso simples, ou sem-graça.
x) xD x] rindo com os olhos fechados (ou envergonhado). (Esta forma foi tirada dos animes, sendo uma marca registrada de Otakus).
xB XB rindo com os dentes para fora, cara de deboche.
:B =B dentes para fora, cara de deboche ou de sorriso infantil
^^ sobrancelha levantada, saliente
o-o usando óculos

:( =( =[ triste
:'( :,( chorando
=~ :~ lágrimas (geralmente de emoção) ou comumente usado como assovio
:/ :\ =/ =\ =| indeciso, sem emoção, emoção indefinida
:| =| incerto

:P =P de língua para fora, expressando sarcasmo ou debochando
:# >=[ raiva
:O =O surpreso
:S =S confuso
:x =X "Eu não deveria ter dito isso", segredo
:* =* beijinho

B) 8) com óculos escuros
:^) nariz grande ou nariz pontudo
:o) :O) nariz de palhaço
O:) santo ou "não fiz nada"
>:) }:) diabólico (com chifres)
5:) topete
:(|) cara de macaco
:@~ =@~ Grito de felicidade (geralmente) com baba
:7) Sorriso Narigudo
ó:) Formando (de beca)
Obs.: Para "enxergar" o desenho, incline a cabeça para a esquerda.
O que acharam dessa informação? Você usa emoticons? Deixe seu comentário.

Evolussaum


No encontro de hoje do curso de Alfabetização e Linguagem tivemos uma boa discussão sobre "Letramento Digital e Ensino".
"A aquisição do letramento digital se apresenta como uma necessidade educacional e de sobrevivência", nos diz o autor Antonio Carlos Xavier em sua conclusão. E eu inicio pela conclusão esta minha reflexão justamente mostrando este alerta do "mundo moderno". Não há como fugir do meio tecnológico que nos cerca. O banco já está eliminando as folhinhas de cheque. Prestam auto-serviços de atendimento: é você e uma máquina. Os telefones celulares já conseguem incluir numa mesma máquina: calculadora, jogos, internet, mini-computador, rádio, gravadora de voz, máquina fotográfica de alto desempenho, filmadora, etc, etc.
É urgente a motivação dos indivíduos para se apropriarem do letramento digital. Em se tratando de tecnologia, nossos alunos nos dão aula. Precisamos repensar nossa maneira de dar aulas. Precisamos estar atentos à estas mudanças. UR-GEN-TE!!!
Aprecie o vídeo acima. Dê sua opinião.